“Usar o termo Bond Girl é ofensivo”, diz autor do novo livro de 007

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Anthony Horowitz, autor do novo livro de James Bond, “Forever and a Day”, prequel de Cassino Royale, falou sobre as dificuldades de escrever sobre 007 em uma época onde as pessoas se ofendem facilmente.

O escritor também é autor de Trigger Mortis, a ultima aventura do espião nos livros, lançado em 2015. “Quando estou falando de Bond em público, nunca uso as palavras ‘Bond Girl’. Isso objetifica as mulheres e agora é ofensivo”, afirmou em entrevista ao Telegraph. Ele reconhece que não é fácil substituir o termo. “Os nomes que se associariam a Bond soam ‘secos'”, continuou.

Horowitz revelou a dificuldade em escrever como Ian Fleming. “Depois de Trigger Mortis eu estava mais confiante da minha capacidade de escrever na voz de Fleming. Mas é desafiador ser fiel à visão do mundo dele e apresentá-lo de uma maneira que não seja ofensiva”.

Horowitz é o quarto autor nos últimos anos a ser convidado pela Ian Fleming Publications para dar continuidade na saga literária de James Bond. Em 2013, William Boyd lançou SOLO, dois anos antes o americano Jeffery Deaver escreveu Carte Blanche, e para celebrar o centenário de Ian Fleming em 2008, Sebastian Faulks escreveu “Devil May Care”, lançado no Brasil pela Editora Record como A Essência Do Mal.

“Forever and a Day” será lançado dia 31 de maio e vai mostrar o início da carreira de James Bond no serviço secreto como o novo 007.

Sobre o Autor

Bruno Porciuncula

Jornalista e crítico de cinema. É fã de James Bond desde que assistiu "007 Contra o Foguete da Morte" (claro que alguns anos depois de lançado hehehe). Tem tatuado "Live and Let Die" em homenagem ao filme que considera o melhor - pau a pau com "Goldfinger"