Roger Moore

Sir Roger George Moore, foi o terceiro ator a interpretar o agente secreto James Bond, em sete filmes. Desde 1991, atua como embaixador do UNICEF, e por suas ações humanitárias foi condecorado em 1999, Cavaleiro do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II, recebendo o título de Sir.

O inglês e bem-humorado Roger Moore, estreou como 007 em 1973 com a difícil missão de substituir Sean Connery, o irônico. Para os produtores e a maioria do público, a missão foi bem cumprida, mesmo sendo tachado por alguns fãs como bonzinho demais para o papel. O ator foi quem mais atuou na serie oficial como o agente do Serviço Secreto de Sua Majestade: sete vezes.

Nascido em Londres, em Outubro de 1927, desembarcou nos Estados Unidos em 1953, depois de representar pequenos papéis em filmes ingleses. Havia sido contratado pela MGM para atuar como coadjuvante em suas produções, inclusive teria sido cotado para ser James Bond no início da série, em 1962. O convite só não foi feito devido ao seu contrato com o seriado “O Santo”, adiando seu primeiro acerto com a produção de 007 por dez anos. Antes de se tornar James Bond no filme Com 007, Viva E Deixe Morrer, além da série de TV “O Santo”, o ator já era famoso também como Brett Sinclair na série norte-americana “The Persuaders!”, fazendo dupla com Tony Curtis, e exibida mundialmente ma década de 70.

“Quando você representa um personagem por muito tempo, você aprende a conhecê-Io. Sabe exatamente como ele iraá reagir; o que irá dizer e o que está pensando”, disse Roger Moore sobre suas atuações como 007. Antes de ser ator, Moore, que adorava desenhar, foi cartunista de desenhos animados em Londres, ganhando 7 dólares por semana. Moore, assim como Connery, serviu no Exército (em 1945), logo após o término da Segunda Guerra Mundial. Depois que saiu do Exército, Roger Moore resolveu seguir outra carreira que não a de ator: modelo fotográfico, área em que Connery também atuou por algum tempo.

Nessa época, Moore conheceu Audrey Hepburn, de quem se tomou amigo, depois vizinho e, por fim, colega na Unicef (os dois como embaixadores do órgão). Seu primeiro trabalho como ator foi um bico numa versão inglesa de César e Cleópatra. O co-diretor Brian Desmond Hurst gostou tanto do jovem e inexperiente Moore e custeou seus estudos na Real Academy of Dramatic Arts.

O primeiro sucesso americano de Moore aconteceu no início da década de 60, ao substituir o ator James Garner no seriado de western “Maverick”. Percebeu-se aí que lhe passar o bastão era uma tarefa bem-vinda e bem-executada. Com certeza, os estúdios MGM entenderam assim. Quando os produtores chegaram a um impasse, em 1972, Sean Connery se negava a retomar James Bond e George Lazenby não tinha agradado no sexto filme da série, 007 – À Serviço Secreto De Sua Majestade, Harry Saltzman então resolveu chamar Moore.

Após a assinatura do contrato, o produtor fez duas exigências: o ator inglês deveria emagrecer e também cortar o cabelo, o que Moore fez sem questionar. Mesmo mais magro e com os cachos aparados, a produção pediu outra vez que emagrecesse mais e cortasse mais ainda o cabelo. Ele cumpriu o que pediam, mas questionou os produtores: afinal, por que não chamavam um ator mais magro e com o cabelo mais curto para atuar como o agente? Para alívio dos fãs, Saltzman e Broccoli insistiram no inglês. E Moore adorou. “Nossa, eles realmente permitem que você se torne uma criança realizando suas fantasias!”, comentou durante as filmagens de seu primeiro filme como James Bond, Com 007 Viva E Deixe Morrer.

Apesar de ter trabalhado em vários outros filmes fora da série 007, Moore ficou estigmatizado, assim como Connery. No entanto, ele procurou tirar proveito disso, fazendo comerciais de TV e atuando em filmes com papéis que faziam referência ao agente secreto (como no filme “O Mundo Das Spice Girls”, no qual viveu um vilão chamado Mr. Big). Após doze anos servindo Sua Majestade, Moore se despediu do papel dizendo que era a hora, pois as pessoas poderiam ficar cheias de Moore e ele, cheio de Bond. “Também não fica bem um velho contracenar com belas garotas.” Velho? Os inúmeros fãs que surgiram depois de sua primeira aparição como Bond, em 1973, discordariam sumariamente. Para vários deles, Moore foi melhor que Connery.

Em Com 007 Viva E Deixe Morrer, Moore teve um dente quebrado, quando pilotava uma das lanchas usadas durante a perseguição na baía da Louisiana. Em 007 Contra Octopussy, cortou a mão e deslocou um ombro. Os fãs mais fervorosos e fiéis a Sean Connery achavam Roger Moore velho demais para interpretar o agente. Sean estreou como 007 aos 32 anos, enquanto Moore tornou-se Bond com 45 anos e deixou o papel com 57, em 007 – Na Mira Dos Assassinos, de 1985. Na década de 90 fãs pediam pelo retorno de Moore ao papel de Bond, assim como Connery fez em “Nunca Mais Outra Vez”. Porém Moore respondia com gargalhadas: “Só se for na divisão geriátrica do Serviço Secreto como o agente 0089″.

Moore, como Bond, também colecionou mulheres. casou-se três vezes e tem três filhos, Deborah, Geoffrey e Christian. Aos 85 anos, já venceu um câncer de próstata. E hoje em dia vive em Môncao com sua esposa, a socialite dinamarquesa Christina Tholstru, união que provocou a ira de sua segunda mulher, Luísa Mattioli, com quem viveu por trinta anos, já que Christina era amiga do casal.

Em 1991 veio ao Brasil empossar Renato Aragão como representante da UNICEF no país, e em Setembro do ano 2000, esteve presente com empresários e celebridades brasileiras, inculindo a apresentadora Fernanda Lima, no Castelo de Caras.

Atualmente Roger Moore faz pequenas participações em programas de televisão e cinema, muitas vezes emprestando sua voz para animações como no filme “Cães E Gatos 2: A Vingança De Kitty Gallore” em que emprestou sua voz para um personagem de nome curioso, Tab Lazenby.